quarta-feira, 13 de abril de 2011

Nós em Cena com o primeiro drama próprio

Peça teve pré-estreia para convidados no sábado à noite
Peça “Lúcia” é o primeiro drama da Cia Teatral Nós em Cena

Rio Negrinho – Depois de comédia infantil, adulta e performances, a Cia Teatral Nós em Cena começa a produzir o primeiro drama. O espetáculo “Lúcia” teve sua pré-estreia no sábado à noite, no Espaço Artístico Lina Rückl, do Shopping Rückl. A apresentação foi acompanhada apenas por alguns convidados, com o objetivo de ouvirem dicas, sugestões e críticas.
Alguns erros foram cometidos e reconhecidos após o drama. A atriz Deisi Corrêa esqueceu algumas falas e não se mostrou segura quanto ao texto. “Os ensaios mais fortes foram feitos apenas esta semana e houve partes que me escaparam”, confessa. A plateia era formada por amigos e autoridades, como o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Abel Hacke, a artista plástica Astrid Lindroth e integrantes da Associação Teatral Arlequim e do Circo de Teatro Bileco. Elogios não faltaram. A crítica maior partiu da professora de yoga Aline: “Eu prefiro comédia”.

Em cena

O grupo já produziu peças infantis, comédias adultas e espetáculos didáticos. Lúcia é a primeira encenação adulta mais poética da companhia. São dois atores no palco para interpretar as personagens Pedro e Lúcia, numa remontagem da comédia de l’arte, a qual conta a história do Arlequim, do Pierrot e da Colombina.
No palco, a conhecida mala branca está presente, como em Eram Duas as Vezes e Simplesmente Píppi. Uma marca registrada da companhia. A mala comporta o figurino do Pierrot, vivido pela personagem Pedro. Em cena, os atores Fábio Beckert e Deisi Corrêa se mostram em ambientes separados. O primeiro, num quarto de hotel aguardando a chegada de Lúcia. Esta, por sua vez, está no treiler de uma terceira personagem, Giovani, o qual representa o Arlequim.
Como na comédia dell’arte, Lúcia entra para a trupe de Pedro e Giovani. A bailarina se enamora pelo segundo, enquanto o primeiro se apaixona por ela desde o primeiro momento em que a vê. Tímido, não consegue revelar seus sentimentos, mas tenta protegê-la e defendê-la das canalhices de Giovani.
Neste drama, não há final feliz. “Esperamos que eles fiquem juntos no final, mas não é isso que acontece”, lamenta a atriz Patrícia Borges. Ela acompanhava a peça da plateia, junto do marido e também ator Smorfinho. A estreia ainda não tem previsão para ocorrer. O grupo pretende levar o espetáculo para universidades do Planalto Norte catarinense e sul do Paraná, mas ainda não há uma data certa.
Matéria Publicada no jornal "A Gazeta" por Jean Carlos Knetschik

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