terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Nós em Cena ministra oficina no Psicodália

Psicodália - Interpretação cênica é o tema das aulas do festival

Rio Negrinho – Aprender a ser um clown (palhaço) é mais do que alegrar as pessoas, mas rir dos próprios medos e expô-los de forma hilariante ao público. É isso que tenta demonstrar a Cia Teatral Nós em Cena com a oficina “Interpretação Cênica”, a ser ministrada no Festival Psicodália. O grupo marca presença num dos maiores festivais do país, a ser realizado pela segunda vez na cidade. A oficina é ministrada pelos atores Fábio Beckert e Deisi Corrêa.
O evento inicia na sexta-feira, dia 5 de março, e termina na terça-feira de carnaval, na Fazenda Evaristo. A oficina do Nós em Cena será dividida em dois encontros. No primeiro os participantes desenvolverão atividades vocais e corporais. Dinâmicas, alongamentos, aquecimentos e relaxamentos estão cotados para o primeiro dia. Serão 25 participantes que devem levar apenas roupas leves para fazer os alongamentos e nada mais. Para os atores, um certo nervosismo aparece, pois o festival reúne pessoas de várias partes do Brasil, como Minas Gerais, Bahia e São Paulo. “São pessoas que nunca vimos antes e que já possuem uma certa bagagem cultural, mas a oficina tem por objetivo passar algo mais básico, para quem não é ator mesmo”, argumenta Deisi.

Clown

No segundo dia o assunto será o clown. O termo é utilizado para o conhecido palhaço. Segundo Beckert, alguns teóricos classificam a diferença entre o clown e o palhaço nos locais de atuação. Enquanto o clown se apresenta em espetáculos, como o circo e o teatro, o palhaço aparece em feiras e na rua.
Para o ator, talvez a principal diferença seja a criação da personagem. “O clown é feito em torno da vivência do ator ao buscar seus complexos e medos”, explica. De posse desses medos, o clown os expõe ao público de uma forma extravagante e engraçada. Se o ator é muito nervoso, pode refletir isso de forma exagerada e engraçada com o clown.
Na oficina, os alunos aprenderão sobre a história do clown e esse método de criação da personagem. “Será também uma troca de experiência, porque eu fui muito tempo clown”, conta Beckert. As aulas terão duração de três horas. Dentro do cronograma está ainda sair com os alunos pela fazenda com as personagens criadas. Isso ainda será negociado com os participantes, devido ao tempo curto da oficina.

Improvisação e jogos

Outras duas oficinas envolvem teatro no festival. A primeira é “Brincando de improvisar”, das professoras Moara Goelzer e Gisele Voss. O objetivo é fazer as pessoas aflorarem o espírito de alegria ingênua que mora dentro de cada um. “Na vida algumas situações exigem a leveza e o desprendimento que só o palhaço sabe transmitir”, observa Moara. O palhaço citado por ela e esse espírito interior. A oficina ocorre à tarde, com duração de três horas para 20 participantes.
Por fim há as aulas de Jogos Teatrais. Os ensinamentos trabalhados serão da pesquisadora Viola Spolin. Jogos lúdicos e recreativos ensinados por Edja Camila ajudam para a interpretação ganhar ar de naturalidade. O improviso é o foco das aulas. Tudo será criado a partir do nada, sem a necessidade de textos, figurino ou cenário. O curso corre pela manhã.

Texto publicado no jornal "A Gazeta" por Jean Carlos Knetschik

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu recadinho para Nós!