segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Piratas de Rio Negrinho atuam em Guaratuba

Rio Negrinho

Texto e fotos: Jean Carlos Knetschik

Espadas, canhões, garruchas e muita emoção na peça teatral apresentada pela Cia Teatral Nós em Cena. O grupo participa da atração conhecida como Barco Pirata, na praia de Guaratuba, litoral paranaense.
“Aproveitamos a oportunidade para divulgar o nosso trabalho e também o nome de Rio Negrinho”, diz a atriz Deisi Corrêa (pirata Valentina). Participam da atração também os atores Fábio Beckert (Edgar Boso) e Gustavo Iglesias (Capitão Bartolomeu). O segundo mora em Curitiba.
O cenário do barco ajuda na montagem da peça. No meio do passeio, tudo pode acontecer, desde um motim até lutas entre piratas e alguns pulando da prancha para o mar. Ao longo da viagem de uma hora, aproximadamente, a participação do público é constante e importante. “Cabe ao público o ritmo das cenas. Quanto mais animadas e participativas as pessoas são, melhor ficam as cenas”, completa Deisi. Ela ainda encara a experiência como um laboratório para a personagem que protagoniza na peça Simplesmente Píppi, a qual é filha de um pirata. Dessa forma, a preparação para interpretar Píppi possui ainda mais conteúdo.
Desde a segunda semana de janeiro, o grupo está em Guaratuba. O teatro permanece até o dia 6 de fevereiro. Em alguns finais de semana, mais piratas se somam à tribulação do Capitão Barbossa, personagem de Carlos Antonio Grando, o Carlão.

Barco pirata

Há 12 anos, Carlão iniciou os passeios do Barco Pirata. O iate 4C (cabeça, corpo, coração e coragem) já recebeu mais de 300 grupos de pesca, mas hoje se dedica ao turismo. Uma volta pela baía de Guaratuba apresenta alguns dos pontos turísticos da cidade, como o Morro do Pinto, a ilha da Caveira e a ilha da Sepultura.
Filiado ao Sesi, Senai, Embratur e cadastrado no DNER, Carlão faz parte da capitania dos portos com a empresa instituída há 22 anos. O tema da pirataria sempre preencheu os sonhos do capitão. A ideia foi crescendo aos poucos até se concretizar em 1998 com os Piratas de Guaratuba. “Não há e nem pode haver outro barco com esse mesmo tema aqui em Guaratuba”, conta Carlão.
O público alvo é o Classe A. Apesar de elogiar o trabalho da companhia teatro, Carlão lamenta que muitos não dêem o devido valor. “Noventa por cento dos passageiros querem apenas o ‘oba, oba’, por isso damos preferência a um público selecionado”, admite. Essa seleção é feita naturalmente, pelo preço a pagar. O passeio de uma hora custa R$ 15 para adultos e R$ 10 para crianças.
Ele ainda reclama de quem maltrata o barco, sujando e depredando muitas vezes. “Barco tem alma”, garante. Para ele, navegar é uma vocação e só quem gosta mesmo deve fazer isso.

Cenas
A elaboração das cenas dentro do iate, muitas vezes, é feita na hora. Quando um dos piratas do Nós em Cena precisa se ausentar, outra história é montada entre os que ficaram no barco. Para isso, além de Fábio, Gustavo e Deisi, outros integrantes do grupo participam esporadicamente. “Nesse final de semana tivemos mais um ator interpretando um mercenário chamado Chassi de Grilo, o qual queria capturar Valentina, personagem da Deisi, para entregá-la à Companhia das Índias Orientais”, conta Fábio Beckert.
No próximo final de semana, Chassi de Grilo deve retornar à embarcação, acompanhado de outro pirata, cujo nome ainda é um mistério. No início, o nome de Chassi de Grilo era Death Hunter, que significa caçador da morte em inglês, depois passou para Caveira Negra, Caveirinha até ficar em Chassi de Grilo. A personagem não sofreu alterações, mas o nome foi escolhido por Carlão. “O capitão elenca um dote para cada novo pirata do barco e decidimos que esse último nome era mais artístico e divertido para o objetivo de entreter o público”, conta o próprio Chassi de Grilo.
A participação do público vai desde o motim até andar na prancha. Para Carlão, com a atuação da companhia teatral, a procura pelo passeio aumentou cerca de 30% em relação a 2010. O Barco Pirata sai do píer em cinco horários fixos: 9, 11, 14, 15h30 e 17 horas. Se o movimento exigir, a organização pode abrir mais passeios após esse horário. Menores de 5 anos não pagam.

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